o "te amo" dele foi cantado. Saiu assim, meio acanhado, meio desafinado. Na verdade, bastante desafinado. Mas a moça relevou, sabia o quanto era difícil dizer "eu te amo". Era mais fácil cantar (e mais bonito também). Naquele momento, nada poderia ser mais apropriado que cantar Tim Maia, porque é primavera. E depois de passar o dia inteiro decorando a música, ele chegou em casa sorrindo, começou a cantar e chorou.
E ele só saiu pra trabalhar, mas ela já sente uma saudade do tamanho da sua felicidade (que não cabe em si).
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Mulher de malandro
Eu odeio São Paulo quando chove
e quando fico presa no trânsito
e quando entro no metrô sem sentir o chão
e quando paulista não consegue usar o plural
Mas aí eu chego em casa e amo São Paulo denovo
até chover no dia seguinte
e quando fico presa no trânsito
e quando entro no metrô sem sentir o chão
e quando paulista não consegue usar o plural
Mas aí eu chego em casa e amo São Paulo denovo
até chover no dia seguinte
Guia de Sobrevivência em São Paulo - dia 210
...e eu continuo uma excluída digital na cidade grande
mas eu tava com saudade d'ascoisatoda
mas eu tava com saudade d'ascoisatoda
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Guia de sobrevivência em São Paulo - dia I
Tudo o que você precisa é de uma amiga para se perder junto com você e entrar numa Central Telefônica achando que era um Centro Cultural
e um bofe pra chamar de seu
e um bofe pra chamar de seu
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
...because all I could do was sing
o clipe é tudo nessa vida, mas procura no youtuba que eu tô com preguiça
beijoecomenta
sábado, 24 de janeiro de 2009
A segunda despedida ou a saudade que minha mãe me faz
Eu nunca imaginei ser tão difícil cortar o cordão umbilical, mas é.
E não é só pelo Nescau que ela sempre deixa pronto pra não me atrasar pro trabalho, ou pela roupa que ela passa de manhã pra novamente eu não me atrasar pro trabalho, e nem pela comida que ela faz questão de deixar quentinha quando eu chego em casa, ou pela paciência me ouvir contar o meu dia quando ela tá vendo o jornal ou quando ela perde as cenas mais quentes da novela pra me contar como foi o capítulo do dia anterior porque foi sexta e fui beber, ou porque ela se sacrificou a vida inteira por mim mais do que devia, ou porque abdicou de um monte de coisa pra me dar força pra realizar um dos meus sonhos.
Não é por isso que só a ela faço o possível pra dedicar a melhor parte de mim.
É porque eu a amo mais que tudo na minha vida.
Ai, mãe, que falta você já me faz...
E não é só pelo Nescau que ela sempre deixa pronto pra não me atrasar pro trabalho, ou pela roupa que ela passa de manhã pra novamente eu não me atrasar pro trabalho, e nem pela comida que ela faz questão de deixar quentinha quando eu chego em casa, ou pela paciência me ouvir contar o meu dia quando ela tá vendo o jornal ou quando ela perde as cenas mais quentes da novela pra me contar como foi o capítulo do dia anterior porque foi sexta e fui beber, ou porque ela se sacrificou a vida inteira por mim mais do que devia, ou porque abdicou de um monte de coisa pra me dar força pra realizar um dos meus sonhos.
Não é por isso que só a ela faço o possível pra dedicar a melhor parte de mim.
É porque eu a amo mais que tudo na minha vida.
Ai, mãe, que falta você já me faz...
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
A primeira despedida ou o eterno clichê
Por um tempo, vou deixar tudo guardado
trancado numa gaveta
e as chaves eu vou perder
Quero ter amnésia
Vou entregar às traças
o resto de tudo
os pedaços de papel
Vou desprogramar os meus sensores
desinstalar o programa
e formatar meu HD
Vou jogar fora a agenda
Mudar meu itinerário
pra não ter que relembrar certos lugares
certos amigos
certas pessoas
Vou alterar o paladar
trocar o guarda-roupa
Já até cortei meu cabelo
vou trocar de canal
e escolher outra trilha sonora
Porque, digam o que quiser,
já sinto uma imensa saudade.
trancado numa gaveta
e as chaves eu vou perder
Quero ter amnésia
Vou entregar às traças
o resto de tudo
os pedaços de papel
Vou desprogramar os meus sensores
desinstalar o programa
e formatar meu HD
Vou jogar fora a agenda
Mudar meu itinerário
pra não ter que relembrar certos lugares
certos amigos
certas pessoas
Vou alterar o paladar
trocar o guarda-roupa
Já até cortei meu cabelo
vou trocar de canal
e escolher outra trilha sonora
Porque, digam o que quiser,
já sinto uma imensa saudade.
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
porque mais que Chico Buarque, Guimarães Rosa me conhece...
“Sumiram os pontos das reticências, o tempo secou o assunto”
mas é só por enquanto
.
mas é só por enquanto
.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Eu preciso aprender a ser menos. Menos ansiosa. Menos desesperada. Puxar o freio de mão. Alguém já desejou isso na vida: ser menos? Pois é. Estranho. Mas eu preciso. Nesse minuto, nesse segundo, por favor, me bloqueie o coração, me cale o pensamento, me dê uma droga forte para tranqüilizar a alma. Porque eu preciso. E preciso muito. Eu preciso diminuir o ritmo, abaixar o volume, andar na velocidade permitida, não atropelar quem chega, não tropeçar em mim mesma. Eu preciso respirar. Me aperte o pause, me deixe em stand by, eu não dou conta do meu coração que quer muito. Eu preciso desatar o nó. Eu preciso sentir menos, sonhar menos, amar menos, sofrer menos ainda. Aonde está a placa de PARE bem no meio da minha frase? Confesso: eu não consigo. Por enquanto, nada em mim pára, nada em mim é morno, nada é pouco, não existe sinal vermelho no meu caminho que se abre e me chama. E eu vou... Com o coração na mochila, o lápis borrado, o sorriso e a dúvida, a coragem e o medo, mas vou... Não digo: "estou indo", não digo: "daqui a pouco", nada tem hora a não ser agora. Existe aí algum remedinho para não-sentir? Existe alguma terapia, acupuntura, pedras, cores e aromas para me calar a alma e deixar mudo o pensamento?
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
São Paulo me tira a fome e dessa vez tira meu sono também
e nessa noites em claro descobri que insegurança é sinônimo de ansiedade
aprendi que palavras e ações não são passos sincronizados
e nem por isso deixam de ser verdadeiros
que não sou só eu que sinto medo
que meu ciúme é pura besteira
que é bom ouvir palavras bonitas
mas melhor ainda é dizê-las
e nessa noites em claro descobri que insegurança é sinônimo de ansiedade
aprendi que palavras e ações não são passos sincronizados
e nem por isso deixam de ser verdadeiros
que não sou só eu que sinto medo
que meu ciúme é pura besteira
que é bom ouvir palavras bonitas
mas melhor ainda é dizê-las
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Da dor de amar

Eu conheci o Para Francisco através do Hoje Vou Assim, nas minhas andanças pela internet. A história de Cris me tocou tanto que fiquei obcecada pelo blog, pela história, pelo Gui, pelo amor deles. Passei a ter medo de morrer, assim, de um dia pro outro, quando eu achava que falar de morte pra mim era natural. Passei a ter pesadelos, ver o Gui que eu nunca conheci em rostos desconhecidos no meio da rua. Era tão grande a dor da Cris, e de um beleza sem tamanho, que a cada novo post eu chorava como se aquela dor também fosse minha. Então decidi me desligar.
Hoje, alguns meses depois, já leio o Para Francisco novamente, vejo o Hoje Vou Assim religiosamente porque ela me inspira e comprei o livro Para Francisco pra lembrar que amor é pra sempre. Mas ainda choro com ela. E aprendo também.
"Quando nasce um amor novo, é difícil resistir à tentação de alimentá-lo só com a presença. Mas é preciso deixar o amor respirar"
Foi como se eu levasse um puxão de orelha. Cris tem um amor sabido dentro de si e faz o que poderia haver de mais bonito com ele: compartilha.
sábado, 22 de novembro de 2008

"Agora você é a Carrie Bradshaw: teorizando sobre homens, com o cartão estourado".
Jéssica, minha amiga que ama moda e Sex and the City que nem eu, chegou a essa conclusão depois de alguns minutos de MSN, de ouvir minhas lamentações amorosas e de contabilizar os meus dez vestidos novos. Sim, pela primeira vez na vida eu estourei meu cartão de crédito - e junto um pouco da minha paciência com os homens. Eu tinha esquecido que havia uma coisa chamada "limite" e vi tantos vestidos lindos -e nem tão baratos - que ultrapassei a linha de chegada.
Ai, e eu preciso dizer que a sensação foi tão, mas tão boa, que ouso dizer que é tão bom quanto sexo, claro que tendo dinheiro pra pagar a fatura porque, infelizmente, ela não se perderá por aí que nem eu perdi o juízo. Mas eu me faço é de doida porque eu esqueço o limite, mas lembro bem que existe décimo-terceiro.
Porque, babe, eu faço amor, mas também faço dívidas.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
sábado, 15 de novembro de 2008
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Ela ainda sentia saudade, quem sabe um vazio
Não percebia a força do sol
Experimentava em quem mais gostava:
Via de longe um coração baldio
E na busca de tentar acertar
Não sabendo perdoar...
Correndo de um canto a outro
Pensava: não é difícil deparar
O vento corria seu rosto
A linha imaginária ao alcance das mãos
A poeira no canto não era um problema
Mas também não era a solução
E eis que a essência que a faz buscar
Ainda está intensa dentro de si
Na busca de um novo – encontrar
Só de encontrar...
JM
Não percebia a força do sol
Experimentava em quem mais gostava:
Via de longe um coração baldio
E na busca de tentar acertar
Não sabendo perdoar...
Correndo de um canto a outro
Pensava: não é difícil deparar
O vento corria seu rosto
A linha imaginária ao alcance das mãos
A poeira no canto não era um problema
Mas também não era a solução
E eis que a essência que a faz buscar
Ainda está intensa dentro de si
Na busca de um novo – encontrar
Só de encontrar...
JM
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
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